• O pai que não viu o filho nascer

     

     

     

    A história de um caminhoneiro que pegou a estrada, ansioso por chegar em casa e ver o primeiro varão. Grávida de nove meses, a mulher do rapaz daria à luz o menino tão desejado pelo pai.

     

     

    Mas quis o destino que a viagem terminasse no caminho. Com a chuva fina e a pista molhada, a carreta viria com outra a se chocar. Ainda na pista, o caminhoneiro disse ao amigo com quem viajava: – Vá lá ver meu filho, porque eu não vou…

     

     

    O breve relato que se lê acima é real e imaginário. Em agosto de 1980, André Aguilheira, pai de três meninas, faleceu na Rodovia Anhanguera quando voltava para casa. O filho, Marcos, nasceu horas depois da missa de sétimo dia de André.

     

     

    No ano seguinte, uma das maiores duplas da história da música brasileira lançou “Sonho de um Caminhoneiro”, que entrou para a lista das canções sertanejas mais tocadas de todos os tempos. Milionário e José Rico, que não escreveram a letra, ainda hoje têm a música no repertório dos shows.

     

     

    Teria a dura realidade inspirado os compositores ou tudo não passa de uma gigantesca coincidência?

     

     

    Na reportagem deste domingo, 22!

     

     

     

    Clique aqui para assistir!

     

     

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    February 23, 2015 s 10:16 am
  • O dia em que choramos com Renée

     

    Há dois anos, três meses e três dias, Renée foi vítima de um ataque brutal e gratuito, no Rio de Janeiro. Um morador de rua, supostamente sob o efeito de crack, agrediu a missionária americana com um pedaço de madeira. Renée foi atingida na cabeça e caiu inconsciente na ciclovia, na praia da Barra da Tijuca.

     

     

    Eis o prognóstico à época:

    – 70% de risco de morte
    – 87% de risco de ficar com sequelas graves

     

     

    Philip, o marido de Renée, documentou em vídeo tudo o que ocorreu dali em diante. Movido por uma fé incomum, ele acreditava na recuperação total da mulher. Repito: total.

     

    O diário de Philip é um relato comovente, que começa na UTI, onde Renée se recuperava da primeira cirurgia. Para aliviar a pressão intracraniana, dois jovens cirurgiões retiraram parte do crânio – a caixa óssea que protege o cérebro – e a enviaram para uma “geladeira”, num instituto especializado em politraumas.

     

     

    No vigésimo sexto dia de internação, Renée, enfim, voltou para casa. Abriu-se ali um novo capítulo nessa história.

     

     

    – Eu tava orando e eu falei: “Quero ser normal, por favor, Senhor, por favor, eu quero voltar normal. Eu quero lavar louça de novo”, ela lembra. – Nenhuma mulher ia orar por isso…”

     

     

    Conhecer os Murdoch foi uma honra para todos da equipe. Choramos de rir. E não só de rir.

     

     

    Não é à toa que Renée tem o nome que tem…
    Renée: em francês, feminino de René. Renascida. Nascida de novo.

     

     

     

    IMG_8489 IMG_8487

     

     

    Por viniciusdonola
    January 29, 2015 s 9:08 am
  • Os medos e a leviandade

     

     

     

     

    Dos medos que tenho na vida, um, inequivocamente, levarei para o túmulo. Acho, na verdade, que não quero e não devo perdê-lo. É o medo de ser leviano.

     

    Procuro me ater aos prós e contras das história que cubro, sem desatar o nó da dúvida – ainda que, mui internamente, eu tenho lá minhas próprias convicções dos fatos que vejo e analiso.

     

    A história abaixo me intriga há cerca de 3 anos, desde o dia em que, na Grande Nova York, fui cobrir o suposto suicídio de uma jovem brasileira. Ela trabalhava como babá e havia acabado de concretizar um sonho: entrar para a faculdade na América.

     

     

     

    Jhéssica

     

     

     

    Que Deus me mantenha medroso, zeloso ou qualquer adjetivo que o valha, quando me deparar com a dúvida, e quando a dúvida botar em cheque a conduta moral de um outro alguém.

     

     

    Clique no link abaixo:

     

     

    http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/exclusivo-familia-tenta-provar-que-brasileira-morta-nos-eua-nao-cometeu-suicidio-26012015

     

     

    Por viniciusdonola
    January 27, 2015 s 8:48 am
  • Filhos do Crack

     

     

     

    Nós últimos quarenta dias, nossa equipe tem se dedicado a investigar uma epidemia que se espalha silenciosamente sob nossos viadutos, à beira da linhas dos trens, nas praças públicas hoje povoadas de gente cuja presença nos causa repulsa ou medo.

     

     

    A droga surgiu nos anos oitenta nos Estados Unidos e, mais recentemente, alastrou-se pelo Brasil. Cocaína em forma gasosa, chega à delicada rede capilar dos vasos pulmonares, bombardeando a corrente sanguínea com o veneno alucinógeno e rapidamente devastador.

     

     

    À droga, deu-se o nome de crack.

     

     

     

    Crack1

     

     

     

    Na foto acima, um print screen de um vídeo gravado esta semana, vemos uma mulher. Tatiana, 33 anos, mãe de três filhos e à espera do quarto. Usuária contumaz.

     

     

     

    Crack2

     

     

     

    Tatiana improvisa um cachimbo com o copo plástico de água mineral. Queima a pedra, tão ou maior do que um caroço de feijão.

     

     

    Naquela hora, o repórter cinematográfico João Paulo Souto, o técnico Fernando Nunes e a produtora Maria Mazzei procuravam por Jéssica, outra personagem de nossa reportagem, também grávida, que perambula pela região de uma cracolândia, na zona norte do Rio de Janeiro.

     

     

     

    Crack 3

     

     

     

    Dias depois do parto, Tatiana, muito provavelmente, perderá a guarda temporária do filho. A Justiça do Rio entende que a usuária não tem autonomia suficiente para zelar pela criança, e determinará o recolhimento do bebê num abrigo provisório. Em noventa por cento dos casos, o capítulo final desta história é a adoção.

     

     

    Dois filhos de Tatiana estão num abrigo. O terceiro, com a avó materna. Que destino terá a quarta criança? E que sequelas herderá do uso que a mãe fez – e o feto recebeu – da substância tão letal?

     

     

     

    Crack4

     

     

     

    Tem sido uma rotina dura e por vezes perigosa. As reações dentro de uma cracolândia nem sempre obedecem o trilho da racionalidade.

     

     

    Eis o tema da nossa reportagem especial.

     

     

    Filhos do Crack. Em breve, no Domingo Espetacular. Até lá!

     

    Por viniciusdonola
    July 3, 2014 s 5:38 am
  • Em 2014, respeito com a coisa pública

     

     

    Que, em 2014, sejamos mais éticos com a coisa pública. O dinheiro público, o espaço

    público, a representação do interesse público. Ao contrário dos que acham que a coisa

    pública é terra de ninguém, público é sinônimo de coletivo, de propriedade de todos.

    TODOS. Dinheiro de todos, espaço de todos, interesse de todos. Que tenhamos decência e

    sensatez com a coisa de todos. É o que desejo para todos no ano que começa. Decência e

    sensatez.

    Por viniciusdonola
    January 2, 2014 s 8:28 am
  • “Encarcerados” – Melhores Momentos e Cenas Inéditas

     

     

     

     

    No link abaixo, você vai ver uma compilação da série “Encarcerados”, exibida no Jornal da Record, entre os dias 11 e 16 de novembro.

     

     

     

    Durante duas semanas, tivemos acesso irrestrito ao maior complexo penitenciário do Brasil. Conhecemos pelo menos quinze das vinte e seis unidades penais, agrupadas num terreno gigante, na zona oeste do Rio.

     

     

     

    A reportagem postada foi, exibida no Domingo Espetacular, traz novas entrevistas e cenas inéditas gravadas dentro de Bangu.

     

     

     

    Que incrível experiência de vida…

     

     

     

    Assista e comente!

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    November 25, 2013 s 6:02 am
  • “Encarcerados”: uma equipe nada convencional

     

     

     

     

    O sucesso de uma série de reportagens especiais depende, essencialmente, do arroz com feijão que a mesma oferece, e por arroz com feijão, leia-se aqui “conteúdo”. Por mais bem apresentado que esteja o prato, sem arroz, feijão e mistura bem temperados, não se sacia a fome de um telespectador de segunda a sexta.

     

     

     

    Na série “Encarcerados”, tínhamos um conteúdo primoroso. Após longa negociação com a administração penitenciária do Rio, nossos produtores obtiveram acesso irrestrito ao maior complexo penal do Brasil: Bangu.

     

     

     

    Durante duas semanas, gravamos no interior de pelo menos doze unidades penais – entre elas, a menor e mais temida: Bangu 1, hoje transformada em penitenciária do castigo.

     

     

     

    A partir de então, desenhou-se um plano de divulgação nada comum, que passava, inicialmente, por uma ação via redes sociais. A estratégia foi elaborada por diferentes departamentos da emissora, partindo do Jornalismo, passando pelo Comercial, Comunicação, Jurídico, e chegando aos grandes parceiros do R7, o portal da Record.

     

     

     

    Na quinta-feira, 7 – quatro dias antes do início da exibição da série, postamos nas contas do Facebook da Record e do R7 a foto abaixo:

     

     

     

     

    Mug shot 1

     

     

    Repórter da Record na prisão

     

     

     

    Em apenas 12 horas depois da postagem, obtivemos o seguinte retorno:

     

     

    Facebook da Record

    – 2.046 curtidas

    – 784 compartilhamentos

    – 1.292 comentários

     

     

    Facebook do R7

    – 2.335 curtidas

    – 207 compartilhamentos

    – 880 comentários

     

     

     

    No fim do dia, postamos nas mesmas contas do Facebook a foto abaixo, revelando se tratar de uma ação coordenada de divulgação:

     

     

     

     

    Mug Shot 2

     

     

     

    No R7, além do link da reportagem do dia, subimos conteúdo exclusivo, como longas entrevistas sem cortes e sequências de imagens brutas não utilizadas no VT editado.

     

     

     

    Estes são os números contabilizados na tarde de domingo, dois dias após o término da exibição de “Encarcerados”:

     

     

     

    Visualizações das cinco reportagens somadas:

    44.208

     

    Visualizações das chamadas do repórter exclusivas para o R7

    12.714

     

    Visualizações do conteúdo exclusivo para o R7

    9.556

     

     

     

    “Encarcerados” mostra que os meio convencionais de produção e disseminação de conteúdo pedem novas estratégias, e que o chamado “cross media” – a conversão de diferentes plataformas – é uma onda contra a qual não se nada. Surfa-se!

     

     

     

    Mais uma vez, uma série se constrói em equipe. Neste caso, uma equipe nada convencional.

     

     

     

     

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    November 17, 2013 s 4:53 pm
  • O Acre, na série de reportagens “A Última Fronteira”

     

     

     

    Em maio deste ano, tive o privilégio de conhecer lugares e pessoas de um Brasil distante, desconhecido e absolutamente fantástico.

     

     

    Na companhia do repórter cinematográfico Thompson Lee, percorri algumas centenas de quilômetros no estado brasileiro que lutou para ser Brasil: o Acre. (Por que lutou? Bom, isso rende uma outra série de reportagens…)

     

     

    Abaixo, você vai ver as reportagens que foram exibidas ao longo da semana no Jornal da Record e reapresentadas no dia seguinte, no Fala Brasil.

     

     

    Boa viagem e faça como eu: caia de amores pelo Acre.

     

     

    Episódio 1 – Os Ashaninkas

     

    Saiba como vivem os últimos guardiões da fronteira, na divisa com o Peru, em plena selva amazônica.

     

    Homens de quase um metro e noventa de altura, mulheres de traços delicados, crianças que mal falam a Língua Portuguesa.

     

    Eles são o nobre povo ashaninka.

     

     

     

     

    Episódio 2 – Os Geoglifos

     

    Mistério na Amazônia. Quem desenhou figuras monumentais, maiores do que um estádio de futebol, sob a floresta outrora intacta?

     

    Quando, como e por que?

     

    Uma descoberta intriga a Ciência: o que são os geoglifos? Foram feitos por gente da Terra?

     

     

     

     

    Episódio 3 – A Crise Haitiana

     

    Uma drama na fronteira do Brasil com o Peru. Em busca de emprego e renda, milhares de haitianos entram no país de forma ilegal e pedem autorização de permanência e trabalho.

     

    Na pequena Brasiléia, mil pessoas se espremem na fila. Querem apenas um prato de comida.

     

    Fotografia: Thompson Lee.

     

     

     

     

    Episódio 4 – A Violência no Campo

     

    Exclusivo: denúncias do Ministério Público do Acre. Com títulos de posse falsificados em cartório, supostos fazendeiros expulsam trabalhadores dos seringais.

     

    E um efeito colateral da violência no campo: o tráfico humano. Meninas da Amazônia são exploradas em boates da Bolívia.

     

     

     

     

    Episódio 5 – 25 Anos depois de Chico Mendes

     

    Como vivem as famílias do famoso Seringal Cachoeira, o palco das últimas manifestações do maior de nossos seringueiros?

     

    O que fazem da borracha e da castanha? Quem são os herdeiros dos ideais de Chico Mendes, em Xapuri, interior do estado do Acre.

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    May 28, 2013 s 6:48 pm
  • Me pegaram de surpresa!

     

     

     

     

    Fui convidado para participar do Programa da Tarde, apresentado pelo velho amigo Brito Júnior, Ana Hickmann e Ticiane Pinheiro. Disseram-me, mui malandramente, que iriam exibir algumas das minhas reportagens, sobre as quais iríamos conversar no estúdio.

     

     

     

    De fato, as matérias foram exibidas, e achei o maior barato. Gostei mesmo de falar dos bastidores das gravações e de detalhes curiosos não levados ao ar. Eu só não contava com o que iria acontecer no fim do programa…

     

     

     

    CLIQUE AQUI E ASSISTE AO VÍDEO

     

     

     

    Confesso, saí do estúdio sem chão…

     

    Por viniciusdonola
    April 14, 2013 s 2:31 pm
  • Os bastidores da “caçada” ao lobo-guará

     

     

     

    Eis nosso ponto de partida: São Roque de Minas, no pé da Serra da Canastra, em Minas.

     

     

     

    São Roque é a típica “pequena e pacata cidade do interior”.

     

     

     

    photo-3

     

     

     

    Ao redor da cidade, a beleza natural é estonteante. As plantas e a disposição das mesmas pelo campo lembram um jardim meticulosamente planejado.

     

     

     

    photo-3

     

     

     

     

    photo-4

     

     

     

    Nossos três primeiros dias na Serra foram frustrantes. Sacolejando pelas estradas de terra, checávamos as armadilhas montadas por Rogério e Jean, dois biólogos abnegados pela causa nobre. Nada de lobo. Nem de loba.

     

     

     

    No quarto dia, enfim, a surpresa: dois lobos caíram na armadilha. Na verdade, um casal de meia-idade.

     

     

     

    O macho já havia sido capturado antes e carregava um colar com transmissor. Ele “atendia” pelo nome de Miro.

     

     

    photo-1

     

     

     

    A linda menina que aparece na imagem acima é Luna, filha de Rogério. Ela e Henry, filho de Jean, assistiram à captura pela primeira vez. Excusa dizer que ficaram fascinados pelo bicho.

     

     

    Abaixo, a parceira do Miro, que, até então, era uma ilustre desconhecida da Ciência. Foi, evidentemente, batizada de Luna.

     

     

     

    photo-2

     

     

     

    Daqui a pouco, no Jornal da Record, a aventura para salvar o lobo brasileiro.

     

     

    Por viniciusdonola
    April 3, 2013 s 7:00 pm
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