• TV de graça. Ou quase, na Black Friday

     

     

     

    Passamos a madrugada numa loja de eletrônicos, a Best Buy da Union Square, bem no centro de Manhattan, na altura da 14th. Na verdade, passamos parte da noite do lado de fora e parte da madrugada do lado de dentro.

     

    Fora, centenas de pessoas esperavam pela abertura das portas. Ano passado, abriram às cinco da matina. Este ano, à meia-noite, entre quinta e sexta-feira.

     

     

    Minutos antes, os vendedores se preparavam para a multidão, com suas palmas e dizeres motivacionais. Assista ao vídeo. É “over”?

     

     

    http://youtu.be/IMLiYeg95uw

     

     

    Jornalistas de todo canto do mundo esperavam pelo estouro da boiada. Ali no meio, o Daniel Vergara, com quem trabalhei na madruga.

     

     

     

     

     

     

    Às pressas, os últimos produtos eram remarcados, com descontos bem legais.

     

     

     

     

     

     

     

    Das promoções do encarte da Best Buy, destaque para um televisor de 42″. Precinho: U$ 199,00. Isso mesmo, não é erro de grafia. U$ 199,00.

     

     

    O PlayStation 3 também: U$ 199,00. Obviamente, os consumidores atacaram as pilhas de PlayStation e de TVs, esgotando as ofertas em minutos. Apesar do temido alvoroço, não ouve empurra-empura, como mostra o vídeo que fiz na hora em que as portas foram abertas.

     

     

     

    http://youtu.be/Jb79Wmkx88g

     

     

     

    Caso alguém tenha imaginado que usei da prerrogativa de repórter para dar uma de “Migué”, furar a fila e usufruir da pechincha, ledo engano. Saí de mãos abanando, conviccto de que não sou a pessoa mais indicada para morar na capital mundial do consumo. Gosto do que tenho e o que tenho parece também gostar de mim.

     

     

    Que frasesinha brega para fechar o post…

     

     

     

    Por viniciusdonola
    November 25, 2011 às 6:58 pm
  • Perdoa o peru, vai!

     

     

    Os americanos comemoram amanhã uma data muito especial por essas bandas: o Thanksgiving. É um dos feriados mais esperados e congestionados do ano. Compara-se o tumulto nos aeroportos e estradas ao movimento na semana do Natal. Ou seja, sair da cidade é, tal qual no Brasil, um programa de índio elevado à enésima potência.

     

     

    Amanhã, quinta-feira, as famílias costumam comer peru. Sim, a ave do Natal nosso de cada ano é sacrificada em novembro nos Estados Unidos. Dizem que os colonizadores do norte americano, gratos pela amável recepção oferecida pelos índios, retribuíram tamanha gentileza dos locais com um farto banquete, regado a peru. Cá pra mim, a história não foi bem essa… Fala sério!

     

     

    Fato é que, passados séculos, o pobre do peru vai para panela sem perdão, sem direito de contar a verdadeira história que o mesmo testemunhou. Porém, um exemplar tratado a Toddy e açaí escapa da maldita sina e é perdoado pelo presidente.

     

     

     

     

     

     

    Sim, caro leitor, o ritual é demasiadamente estranho para nossos padrões. Hei de concordar.

     

     

     

     

     

     

    Depois de perdoado, o bicho é levado para uma reserva ecológica, onde tirará onda, dando carteirada de peru presidencial. Porém…

     

     

     

     

     

     

    Há alguns anos, um desavisado da vida executou o animal que havia sido anistiado por George Bush, o filho. O peru de Bush vivia de gaiato numa reservada, no interior do país, quando foi atacado – e mais tarde, devorado – pelo dito cujo.

     

     

    O autor do crime foi descoberto. Perdoado, como os perus, acabou não pagando pelo pato.

     

     

    Por viniciusdonola
    November 23, 2011 às 10:47 pm
  • Debaixo de bala na Maré

     

     

     

    Altair Bento Ribeiro. 46 anos. É mais um nome que entra para a lista das muitas, muitas vítimas da violência no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro. O comerciante estava saindo de casa quando foi atingido por um tiro um pistola, à curta distância. No exato momento em que Altair foi baleado, policiais caçavam traficantes no Parque União – uma das comunidades do dito complexo, que fica na margem da Linha Vermelha. Moradores protestaram.

     

     

     

     (foto: www.R7.com)

     

     

     

    Antes de me mudar para Nova York, tive a oportunidade de conhecer de perto (de perto mesmo…) a rotina violenta na Maré. Eu, o repórter cinematográfico Jean Ribeiro, o editor André Basbaum e o operador Eduardo Salsa acompanhamos as atividades do Vigésimo Segundo Batalhão da PM, que fica encravado numa das favelas, ao lado da pista que liga o centro do Rio ao Aeroporto Internacional. Repito: o centro do Rio ao Aeroporto Internacional!

     

     

    Logo no primeiro dia de filmagens, descobrimos um personagem fantástico: o motorista do caveirão. Ele ganhava a vida dirigindo ônibus urbano, mas sonhava em ser policial. Fez prova para a polícia, passou e assumiu o volante do carro blindado, com o qual o Vigésimo Segundo “incursionava” pelo interior das comunidades, ainda hoje dominadas por diferentes facções criminosas.

     

     

    Acompanhados pelo então comandante da unidade, pela assessora de Imprensa da Polícia e por um tenente recém-chegado ao batalhão, saímos de caveirão pela Linha Vermelha. Eram 11:30 da manhã. Entrevistamos o condutor e, tão logo concluída a gravação, decidimos voltar para base da PM. Foi quando o comandante sugeriu: – Vamos voltar pelo interior da favela. Quero te mostrar a fronteira que divide as duas facções.

     

     

    Veja no que deu a “visita” do blindado, dentro do qual estávamos “teoricamente” seguros. Há relatos de projéteis que perfuraram a lataria.

     

     

    http://youtu.be/e-lXVBndzCA

     

     

    Caso queiram assistir ao resultado da primeira reportagem da série, segue o link. Conte comigo quantos tiros atingiram o caveirão salvador.

     

     

    http://youtu.be/XMHriN_-1js

     

     

    O Jornal da Record reexibe hoje, terça-feira, dia 22, a cena que nos tirou o sono no começo de 2010.

     

     

     

    Por viniciusdonola
    November 22, 2011 às 6:20 pm
  • Pancadaria em Wall Street

     

     

    Na data em que se completavam dois meses de ocupação da praça, no centro financeiro dos Estados Unidos, o clima era de aparente controle.

     

    Uma da tarde.

     

     

     

     

    Contei dez (10!) carros de transmissão ao vivo estacionados na praça.

     

     

     

     

    Mas, de uma hora pra outra, manifestantes e polícia protagonizaram cenas de extrema violência. Clique no link abaixo para assistir à reportagem exibida nesta quinta-feira, no Jornal da Record. Imagens de Daniel Vergara e Fernando Savioli.

     

     

    No meio da pancadaria

     

     

    À noite, mais protestos. Agora, perto do acesso a uma das principais pontes de Manhattan.

     

     

     

     

    Todos hoje se perguntam: onde isso vai parar?…

     

     

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    November 18, 2011 às 12:23 am

 

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