• Feinho que dá dó

     

     

     

     

    O Salão do Automóvel, em Manhattan,  apresenta o mais novo modelo dos “Yellow Cabs” de Nova York. Uma montadora japonesa desbancou os beberrões veículos americanos e venceu a concorrência para fornecer carros para a frota 2013.

     

     

    Abaixo, o dito cujo.

     

     

     

     

     

     

    Não quero me ater aos detalhes internos e à suposta eficiência do bólido japonês. O que me chama atenção é o design. Meu Fiat 147 era mais jeitosinho.

     

     

     

     

     

     

    Saem da praça os 16 modelos autorizados pela prefeitura e entra o novo amarelinho que, pelo que dizem, gasta bem menos e, num futuro próximo, será movido a eletricidade. Três protótipos elétricos vão rodar na fase de testes.

     

     

     

    O modelo nada charmoso deve ser usado pela próxima década inteira. Talvez, se fosse destinados para as ruas de Tóquio, os japoneses teriam caprichado um pouco mais.

     

     

     

     

     

     

    Vai dar saudade da velha banheira.

     

     

     

    Por viniciusdonola
    April 10, 2012 às 12:11 am
  • O primeiro quarto de século, a gente nunca esquece

     

     

     

    Há exatos 25 anos, bati na porta da TV Metrópole, então coligada à extinta Rede Manchete de Televisão, em Campinas, certo de que não sairia dali com um “não”. Fui recebido por uma jornalista, Raquel Gale, e ofereci meus préstimos:

     

     

     

    – Dona Raquel, não posso me oferecer para trabalhar como motorista. Ainda não fiz 18 anos. Mas sei que vocês têm Telex e precisam de alguém para cortar o papel.

     

     

     

    Dona Raquel, com 22 anos, achou estranho, mas permitiu que a ladainha prosseguisse.

     

     

     

    – Caso vocês já tenham cortador de papel de Telex, faço faxina, sem problemas. Quero ser repórter de televisão e vejo isso como um bom começo.

     

     

     

    Sem argumento para me dispensar, Raquel – hoje, grande amiga – pediu que voltasse no dia seguinte. Delegou ao chefe de redação, Aguinaldo Ribeiro, a tarefa de me dizer “não”. Ele porém, disse “sim”. Era quatro de abril de 1987.

     

     

     

    Dois meses depois, aproveitando a ausência dos dois repórteres da emissora, Aguinaldo e Raquel botaram a gravata no meu pescoço e me deram a primeira pauta: movimento nas estradas, rodoviária e estação de trem. Era feriado de Corpus Chisti. No mês seguinte, eu me alistei e fiz 18 anos.

     

     

     

    Quero aqui agradecer a todos que me ajudaram ao longo desses 25 anos de carreira. Sobretudo, aos meus grandes professores da universidade da rua, os técnicos e cinegrafistas, com os quais coleciono experiências incríveis. Tenho e terei por meus mestres da reportagem particular apreço.

     

     

     

    Às centenas de editores que conheci, meu muito obrigado pelo olhar crítico e “descontaminado”. Ao contrário de muitos colegas repórteres, sempre me dei bem com editores. Até me casei com uma…

     

     

     

    À minha família, o agradecimento especial. Os 25 anos de reportagens são, em parte, um quarto de século de viagens, de plantões, de dedicação extrema, de ausência parcial. No momento em que escrevo, meu filho apresenta uma pecinha de teatro no palco da escola, do outro lado da América.

     

     

     

    A meus pais, no outro hemisfério do planeta, meu amor incondicional e a promessa de que nada violará os princípios que norteiam nosso DNA.

     

     

     

    Vinícius Dônola

     

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    April 4, 2012 às 11:23 am

 

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