• O primeiro quarto de século, a gente nunca esquece

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    Há exatos 25 anos, bati na porta da TV Metrópole, então coligada à extinta Rede Manchete de Televisão, em Campinas, certo de que não sairia dali com um “não”. Fui recebido por uma jornalista, Raquel Gale, e ofereci meus préstimos:

     

     

     

    – Dona Raquel, não posso me oferecer para trabalhar como motorista. Ainda não fiz 18 anos. Mas sei que vocês têm Telex e precisam de alguém para cortar o papel.

     

     

     

    Dona Raquel, com 22 anos, achou estranho, mas permitiu que a ladainha prosseguisse.

     

     

     

    – Caso vocês já tenham cortador de papel de Telex, faço faxina, sem problemas. Quero ser repórter de televisão e vejo isso como um bom começo.

     

     

     

    Sem argumento para me dispensar, Raquel – hoje, grande amiga – pediu que voltasse no dia seguinte. Delegou ao chefe de redação, Aguinaldo Ribeiro, a tarefa de me dizer “não”. Ele porém, disse “sim”. Era quatro de abril de 1987.

     

     

     

    Dois meses depois, aproveitando a ausência dos dois repórteres da emissora, Aguinaldo e Raquel botaram a gravata no meu pescoço e me deram a primeira pauta: movimento nas estradas, rodoviária e estação de trem. Era feriado de Corpus Chisti. No mês seguinte, eu me alistei e fiz 18 anos.

     

     

     

    Quero aqui agradecer a todos que me ajudaram ao longo desses 25 anos de carreira. Sobretudo, aos meus grandes professores da universidade da rua, os técnicos e cinegrafistas, com os quais coleciono experiências incríveis. Tenho e terei por meus mestres da reportagem particular apreço.

     

     

     

    Às centenas de editores que conheci, meu muito obrigado pelo olhar crítico e “descontaminado”. Ao contrário de muitos colegas repórteres, sempre me dei bem com editores. Até me casei com uma…

     

     

     

    À minha família, o agradecimento especial. Os 25 anos de reportagens são, em parte, um quarto de século de viagens, de plantões, de dedicação extrema, de ausência parcial. No momento em que escrevo, meu filho apresenta uma pecinha de teatro no palco da escola, do outro lado da América.

     

     

     

    A meus pais, no outro hemisfério do planeta, meu amor incondicional e a promessa de que nada violará os princípios que norteiam nosso DNA.

     

     

     

    Vinícius Dônola

     

     

     

     

     

    Por viniciusdonola
    April 4, 2012 às 11:23 am
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    3 Comentário(S)
      • April 9, 2012 at 10:09 am
        Rangel Lima says:

        Parabéns Vinicius por esta grande conquista! Lembro até hoje de minha formatura quando me contou um pouco desta história e deu conselhos dizendo para ficar tranquilo e trabalhar duro que as coisas se encaixam. Você me alimentou muito naquele momento para seguir. Hoje vejo que tinha razão.

        Obrigado e um abraço!

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        • May 6, 2012 at 9:03 am
          Vinícius Dônola says:

          Rangel, espero que você tenha conquistado o que planejou ou, quem sabe, mais do que o sonhado quando nos encontramos.
          Força e obrigado pelo comentário.
          Vinícius

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      • April 10, 2012 at 11:27 pm
        Gervino says:

        Olá, Vinicius!! Sempre admirei muito o trabalho de um jornalista. Faço faculdade de Letras na Universidade Estadual Paulista em Araraquara, sempre pesquiso muito a respeito da profissão.De repente me deparo com sua postagem sobre nada mais do que minha prima..isso mesmo…Raquel Gale…gostaria muito de conversar com você, trocar algumas experiencias. Me envie um email.
        Muito obrigada!!!!!!!!!!

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